Umumbigo


The Shining
Setembro 30, 2009, 6:33 pm
Filed under: cinema | Etiquetas:

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Dick Halloran: Some places are like people: some shine and some don’t.

Uma das cenas míticas. Genial.

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agora não
Setembro 28, 2009, 1:25 pm
Filed under: política | Etiquetas: , ,

Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

-Agora não, que é hora do almoço…
-Agora não, que é hora do jantar…

-Agora não, que eu acho que não posso…

-Amanhã vou trabalhar…

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!

-Agora não, que me dói a barriga…
-Agora não, dizem que vai chover…
-Agora não, que joga o Benfica…

e eu tenho mais que fazer…

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, e é esta a direcção!

-Agora não, que falta um impresso…
-Agora não, que o meu pai não quer…
-Agora não, que há engarrafamentos…

-Vão sem mim, que eu vou lá ter…

(Pena é que 39,4% dos eleitores não tenham ido lá ter.  Trata-se de um recorde. As mesas de voto nem apresentam bolinhos de amêndoa ou um cálice de vinho do Porto, qual é a ideia? Perderam-se pelo caminho. É que era domingo, por acaso à segunda há quem trabalhe, é dia do Senhor e do descanso. Dizem que anda aí a gripe A. Mas vejam que nem jogou o Benfica, a chuva não nos fez uma visita. Ou aí, bem, aí o caso poderia ser ainda pior. Não me falem em formas de protesto, para isso há algo designado “voto em branco.”  Não comparecer será mais, sei lá, preguiça? Simplesmente, como cantaria  Ana Bacalhau, há  mais que fazer.)



terra
Setembro 28, 2009, 11:42 am
Filed under: poesia | Etiquetas: , ,
Aqui eu fui feliz
aqui fui tudo quanto em mim se encerra
aqui me senti bem aqui o vento veio
aqui gostei de gente e tive mãe
em cada árvore e até em cada folha
aqui enchi o peito e mesmo até desfeito
eu fui aquele que da vida vil se orgulha

Ruy Belo



Rome
Setembro 26, 2009, 12:45 pm
Filed under: música | Etiquetas: ,

Rome Rome Rome Rome



mansarda
Setembro 25, 2009, 8:46 pm
Filed under: teatro | Etiquetas: , , ,

Definição de “mansarda”: sótão, águas-furtadas. Entre o céu e a terra.  Com chuva, com terra, com máquinas de costura e voz e tempo e um baloiço que vai e vem, sorrisos. Natural e animal. Paredes de memória e vida que correu na pele, nos pés, nos olhos. Mansarda, uma peça de teatro da companhia Circolando. Não posso deixar de aconselhar esta experiência dos sentidos e do coração. E sai já este domingo do Teatro Carlos Alberto, no Porto. Ruma ao CCB.

“Espectáculo de encerramento do ciclo “Poética da Casa”, “Mansarda” propõe uma súmula das várias ideias de casa que com ele queremos abordar: casas feitas de pele-memória que existem fora do tempo. Casas com raízes e sabor a terra sensíveis ao ciclo das estações.

Casas-corpo-árvore, pés mergulhados na terra e cabeça a tocar o céu. Casas com as memórias de um mundo rural antigo, com a lembrança dos campos e dos animais. Casas com os serões de trabalho e festa, com os medos da escuridão e o secreto desejo da viagem. Casas com ninhos prestes a voar. Casas que integram o vento e a chuva e acolhem um sonho de mar. Casas-ilha, casas flutuantes, casas da eternidade. Casas com as paisagens da imensidão.

As linguagens das imagens e das emoções, do corpo, dos objectos, da música voltarão a ser base deste novo manifesto poético que, sem palavras, quer falar da importância da preservação da memória e do devaneio.

Ao longo da vida vamos construindo um sótão-abrigo onde guardamos os nossos sonhos-lembrança fundamentais. As vivências, as histórias, as imagens que fomos retendo para podermos a elas voltar sempre que o desejamos. No fundo, uma casa para o nosso coração. Uma casa que se confunde connosco e sempre nos acompanha.

Velhos, visitamos estes sótãos com raízes numa infância longínqua e fazemos soar livres os fios da memória. Baralhamos a curva do tempo. Caminhamos em direcção aos inícios, vamos para o lugar onde se encontra a morada dos nossos devaneios…

Os escritos de Bachelard e os desenhos, as esculturas e as instalações de Louise Bourgeois serão o ponto de partida para um diálogo com múltiplos autores: Tonino Guerra, Miguel Torga, Cesare Pavese, Mia Couto, Chagall, Dussaud. A máscara, o palhaço, a dança com cadeiras, roupas, ramos, palha, a música das máquinas de costura-sanfona, a voz e o canto serão matérias certas no trabalho de improvisação teatral.”

in Agenda Universia

©TUNA_TNSJ-MANSarda-3121-3_460-252



Porto
Setembro 18, 2009, 8:48 pm
Filed under: citações

“Toda a cidade, com as agulhas dos templos, as torres cinzentas, os pátios e os muros em que se cavam escadas, varandas com os seus rastos de tapetes de quarto dependurados e o estripado dos seus interiores ao sol fresco, tem toda ela uma forma, uma alma de muralha.”

Agustina Bessa Luís

in deviantArt

in deviantArt | Filipe Carmo http://www.fcarmo.com

 



ouvidos de escutar
Setembro 12, 2009, 12:14 am
Filed under: música | Etiquetas: , , ,

Não sei que idade teria quando ouvi pela primeira vez Zero 7. Roubados uns cds aos meus irmãos, como costume, (emprestados sempre seria mais delicado), sei que foi no meu saudoso discman cinzento-metálico que ouvi, com ouvidos de quem descobre  e desvenda, Distractions. Do álbum Simple Things. Não sei que idade teria, sei que foi a primeira música que experimentei destes britânicos. Fiquei viciada e apaixonada. Naquela altura, andava sempre com o discman atrás. Não era o fácil ipod que se aloja no bolso mas queria ouvir repetidamente a minha música. E hoje ouvia-a com ouvidos de primeira vez. É que para além de ouvir, escutei.

É pena que o concerto, no Sudoeste, tenha ficado tão aquém das expectativas.

Aí fica a tal.