Umumbigo


Beach House
Janeiro 29, 2010, 6:33 pm
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buzzzz
Janeiro 28, 2010, 12:43 pm
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Well i’m a human fly
it’s spelt F-L-Y
I say buzz,buzz,buzz
And it’s just because
I’m a human fly
And I don’t know why
I got ninety six tears
In ninety six eyes



qual o quê
Janeiro 25, 2010, 2:54 pm
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Com açúcar, com afecto.

Nara Leão e Chico Buarque.



Carlitos
Janeiro 24, 2010, 10:43 pm
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“Olha Carlitos, a mãe queria saber se tu vinhas à Moita mais logo. Que a mãe tá.. tá… vai comprar farturas. Vou comprar p’rá mana e compro p’ra ti também.  Mas tens que dizer que vens cá buscar! Que é p’ra eu não comprar. Ah? Até já.”

Pois é. Adoro mensagens desviadas. Erros deliciosos e números mal digitados. Consequência? Caminhos perdidos. E se são de voice mail, ainda melhor. Mais humanas, mais carismáticas, viva a pronúncia característica de cada região. “Marque o seu código pessoal, seguido de asterisco (e tente pacientemente desvendar o que se segue)”. Mas fiquei com pena. Porque o Carlitos pode não comer as farturas. Eu, definitivamente, não tive direito a nada. E o “até já”, que me soou muito bem, pode ter ficado pendurado. Peço desculpa à mãe do Carlitos. E a indecisão? Comprar ou não comprar? Parece que o meu número exerce uma qualquer atracção. Chegam chamadas e mensagens absolutamente estranhas. Que não me pertencem e que me fazem invadir um mundo que não é meu, num convite trocado mas crente da sua rectidão. E eu até gosto, confesso. Por momentos, imaginei-me a caminho da Moita, previ o meu regresso embrulhado em óleo de fritar e açúcar. Enfim, mãe do Carlitos, deixe lá. Para a próxima as farturas não arrefecem. Ao menos que a mana tenha aproveitado.



todos os dias
Janeiro 6, 2010, 3:31 pm
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Todos os dias
nascem pequeninas nuvens,
róseas umas,
aniladas outras,
nacaradas espumas…

Todos os dias
nascem rosas,
também róseas
ou cor de chá, de veludo…

Todos os dias
nascem violetas,
as eleitas
dos pobres corações…

Todos os dias
nascem risos, canções…

Todos os dias
os pássaros acordam
nos seus ninhos de lãs…

Todos os dias
nascem novos dias,
nascem novas manhãs…

Saúl Dias, in “Essência”





se
Janeiro 3, 2010, 12:32 pm
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Se a vida parasse. Por um minuto, por um segundo (não vamos destabilizar o cosmos). Assim congelado um fulgor ou sopro. Congelado em tons frios, também quentes e vivos, como a réstea mais forte de uma chama: azul. Avançamos em pés de algodão, se conseguirmos não acordar o mundo. De respiração suspensa, a levitar.