Umumbigo


trevo
Janeiro 12, 2014, 7:26 pm
Filed under: nostalgias

XLVIII

Primeiro encontrou um trevo de quatro folhas. Fabuloso. Seguia a estrada rodando o trevo entre o polegar e o dedo indicador. Haveria naquele verde intenso algum presságio?

Seguia a estrada com leveza, enquanto escurecia serena – a estrada envolta em dia que depressa é noite, já toda ela é luz – e vislumbrou depois na folhagem um pirilampo. Inacreditável.

Pensou na beleza de em poucos minutos cruzar-se com duas representações daquilo que era para si belo. Belíssimo. Seguia a estrada em contemplação. Ia de chinelos de dedo. O ar estava quente. A sensação: a de estar absolutamente no sítio certo, com o espírito certo. Como se tivesse abraçado a possibilidade de um dia ser perfeito. Poderiam mais dias prolongar a perfeição? Até quando duraria a harmonia plena de Lucília com o mundo, em particular, e do grande cosmos com ela?

Já em casa, entrou vestida no chuveiro. De olhos muito abertos: que dia feliz.

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