Umumbigo


doze
Janeiro 19, 2014, 12:07 pm
Filed under: nostalgias

LV

Dormiu toda a manhã. Acordou já depois da religiosa hora de almoçar, já depois de todas as portadas das janelas da aldeia estarem abertas, já depois de todos os galos terem cantado, já depois de ter dormido uma dúzia de horas. Saltou da cama com energia eletrificante e o susto de não saber em que espaço temporal estava. Já passaria da manhã? Oh! Adormeci?

Sentada na berma da cama quente, olhando os pés descalços e as unhas vermelhas no chão: adormeci doze horas. Nos pés, Olinda pintava ousadia. Para escondê-la depois com os sapatos. Hoje iria calçar sandálias, adormecera! Pôs-se em pé de um salto e esticou-se com genuína alegria. Não adormecia desde que Damião navegava no Pacífico. Não dormia, na verdade.

Era então certo: ele estaria para voltar. Fechou os olhos e sorriu muito, muito, muito.

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