Umumbigo


cisco
Fevereiro 21, 2014, 10:05 pm
Filed under: nostalgias

LXXXV

Acordou com um cisco no olho. A partir daí, tudo piorou. A casa pareceu-lhe errada – pequena e vazia e desarrumada, numa incoerência gritante – o tempo lá fora agreste, o tempo cá dentro também. Helga entra leve, arrumando a casa-vida-homem, prometendo um mundo melhor.

Mas o dia já quase a terminar,  Helga a despedir-se – até amanhã, amor – ouvindo nas suas costas Luís – não te quero ver mais.

– Porquê?
– Acordei com um cisco no olho e irritou-me toda a manhã, entretanto saiu mas continuo com algo errado, muito errado, como um corpo estranho. Tens que ser tu.

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