Umumbigo


cardume
Maio 11, 2014, 3:58 pm
Filed under: nostalgias

CLXIV

Deu à luz um cardume imenso de peixinhos pequeninos de várias cores felizes. Na noite em que Damião fazia o caminho de regresso à aldeia, Ondina sonhou com o parto de peixinhos muito azuis, muito amarelos, muito verdes, muito vermelhos. Brilhantes. Filhos e irmãos. Estava na banheira cheia de água morna e lembra-se ao acordar que não sentiu quase dor ao nascerem, tão rápidos e suaves. Ao nascerem ninguém estava lá para ajudar, mas esteve sempre acompanhada. Como se.
Atracavam o navio que trazia Damião, o caminho era agora de terra castanha e folhagem verde. Ondina mantinha-se em pensamentos aquáticos, num despertar confuso. Amava os peixinhos seus criados no seu ventre, peixinhos seus, mas angustiava-se: o que faria com o cardume vivendo no meio de um bosque? Damião saberia dar resposta a estes assuntos líquidos. Se.

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