Umumbigo


lezíria
Maio 28, 2014, 9:54 pm
Filed under: nostalgias

CLXXXII

Rumaram à lezíria num dia de muita chuva. Imaginaram pelo caminho o verde alagado e as poças de água nos pés. O ar respirava qualquer coisa como uma alegria soturna.

Um pardal corta a neblina parda para avisar que o céu é dele. Relembram agora que no dia em que rumaram à lezíria um pardal cortou o ar e disse: o céu é meu.

Mas a terra é minha, sorriu Lucília a Lito, ao lado. Lito está sempre ao lado. Mesmo quando deveria seguir à frente, Lito mantém-se ao lado. Para a frente Lucília encontraria o caminho, mesmo no meio de escuridão absoluta. Fora pela sua coragem que Lito se apaixonara. E pela luz, sim, pela luz também.

Foi Lucília quem decidiu a lezíria como destino no dia em que ouviram o pardal falar. Lito manteve o lado seguro porque não conhecia outra geometria.

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