Umumbigo


rio
Maio 6, 2015, 8:33 pm
Filed under: poesia

o douro vestiu-se de rio e começou a dança da ondulação

como camisa amarrotada ou blusa engelhada

que sempre têm mais vida do que as irrepreensíveis

passadas a ferro, sem mácula.

quem suspeita que se podem alisar

as rugas e os vincos do rio

(ou das pessoas)

é louco.

segue o rio ondulando,

seguem as pessoas envelhecendo

e isto está certo e faz do poema ampulheta

se conseguirmos tocar o tempo que corre

como areia fina que não podemos agarrar nunca

porque logo a perdemos e não sabemos onde

encontra-la de novo e onde estás afinal que eu não sei?

maio 2015
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