Umumbigo


mau tempo
Novembro 26, 2015, 12:06 pm
Filed under: poesia

Não sou capaz, bem tento que ele venha

e o que vejo são aguaceiros de brincar

brisas frágeis que nada sabem de

tempestades, susto ou avesso.

Ele virá.

Perguntam-me como farei o rapto,

incrédulos.

É simples montar uma armadilha

e apanhá-lo num piscar de olhos

suave e titânico

– entro em minha casa que é a casa dele

é a nossa casa

e fecho-o num frasco redondo e

bonito como os que têm as avós.

 

Então saberei combater

os dias de sol.

 

Quando vier o mau tempo

fecho as portas e as janelas e os armários,

sou capaz.

Sussurram que ele saberá fugir pelo telhado,

esperançosos.

Não sabem que eu não tenho chaminé.

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