Umumbigo


verdade
Janeiro 3, 2016, 12:00 pm
Filed under: poesia

a manhã primordial nasce –
antecâmara da beleza
seduz toda a tragédia dos dias
desenhando mapa desconhecido
com lápis erguido a força frágil

no lençol ainda quente
espreitam-se as persianas
– o que há imediamente atrás?
o rouxinol da madrugada
ou só ameaça do vento inteiro

o pensar como é importante
aprender a ser feliz ontem
porque o presente é obsoleto
e o futuro incerto
fogo doce esbanjando luz

difícil é ver esse clarão
quando ruge a trovoada
e vem o espasmo da escuridão
deslumbrando o movimento
errado e ritmado

subitamente percebi –
é abrir as persinas de noite
antes da alvorada
porque quando dormem todos
pode ser a verdade.

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