Umumbigo


fome
Outubro 4, 2016, 4:03 pm
Filed under: poesia

E habituamo-nos a ver esta pobreza

como se fizesse parte da ordem

natural de todas as coisas

feias e bonitas mas reais

como o miúdo descalço torto

a dizer tenho fome, por favor

e não sabemos matar toda a fome

para além da nossa, finita

e quando ouvimos os sinais

da própria barriga que tocamos

impacientamo-nos, suspiramos

e salvem quem sabe ouvir

a fome dos outros, por favor.

 

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