Umumbigo


G. Steiner
Janeiro 29, 2017, 8:34 pm
Filed under: poesia

Todos os dias encaramos

o espanto de sermos nós

e medimos com atenção a

profundidade do olhar

porque alguém nos disse

que é muito perigoso sentar

no fundo do poço, devemos sim

conhecê-lo mas em voltas

atentas e verticalmente de pé.

Nunca te sentes no fundo do

teu olhar e evita sempre

que puderes o de quem

ameaça puxar-te para lá.

 

Corre antes com coragem para

o grito na montanha-russa

e não perguntes de onde vem

TODO ESTE BARULHO.

 

Nunca houve tanto barulho

quando estamos calados.

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