Umumbigo


nada
Janeiro 29, 2017, 9:09 pm
Filed under: poesia

Quando era criança
pensava por vezes
como seria não existir
nada de nada de nada,
no absoluto ser nada
e tudo o que conhecemos
a nada ser reduzido
ou aumentado.

Quis dar-lhe uma forma
e imaginei a vastidão
do espaço estrelado
e empoeirado e também
um quarto sem paredes
nem teto tão branco
que quase nos cegaria.
Vi o negrume do interior
de uma gaveta sem fim.

Ainda procuro a resposta
como quem penteia o absurdo
ou tenta somar todos os detalhes
do mundo para ver a totalidade
que nunca compreendemos.
Mais do que não querer viver
sem conhecer o vazio integral
e o todo absoluto, quero
saber responder à
criança que me perguntar:
como é o nada?

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