Umumbigo


catarse
Dezembro 28, 2017, 9:44 pm
Filed under: poesia

Naquele tempo

tinha no lugar de mãos punhais

incendiar-me-ia ao ver o sol

despenhado

dissecar-me-ia laboratorialmente

como uma rã contente

que dá respostas à humanidade,

procuraria a estrela fulgente

o murro pugente

a paz no meio de nós.

 

Se pudesse ter dançado

nas pálpebras do mundo

ter caçado um fulgor

ter sido essa rã

útil.

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olho
Dezembro 27, 2017, 9:01 pm
Filed under: poesia

O cristalino adapta-se para permitir

que vejamos corretamente o que está

à nossa volta. Quando mais perto,

o cristalino fica mais espesso;

para objetos mais distantes

é mais delgado. A esta adaptação

chamamos acomodação visual.

Vemos então o chão, a

lua ou o reflexo no espelho.

Córnea, íris e coróide

fazem parte do poema.

Vejo-te a ti.

 

São castanhos os olhos

que amo.



genius
Dezembro 17, 2017, 10:25 pm
Filed under: música



irreversível
Dezembro 17, 2017, 12:59 pm
Filed under: poesia

O momento irreversível em que

algo bonito se estilhaça no chão

prato com história

bule azul

jarra cheia de flores vivas

amor que se esqueceu

– agora uma mão de cacos aguçados

varridos e metidos no lixo

com cuidado

para não me cortar.



história
Dezembro 2, 2017, 12:32 pm
Filed under: de ler

“A história de qualquer uma das partes da Terra, tal como a vida de um soldado, compõe-se de longos períodos de tédio e curtos períodos de terror.”

Derek V. Ager, geólogo



universo
Dezembro 2, 2017, 12:29 pm
Filed under: de ler

“O resultado é que vivemos num universo cuja idade não conseguimos calcular, rodeados por estrelas a distâncias que não conseguimos determinar com precisão, preenchidos por matéria que não sabemos identificar, e a funcionar em conformidade com leis da física cujas propriedades não entendemos verdadeiramente.”

Breve História de Quase Tudo, Bill Bryson