Umumbigo


ver para olhar
Outubro 5, 2014, 7:36 pm
Filed under: cinema | Etiquetas:


Gelsomina
Maio 19, 2013, 8:55 pm
Filed under: cinema | Etiquetas: ,

 

filme estrada da vida

The Fool: I am ignorant, but I read books. You won’t believe it, everything is useful… this pebble for instance.

Gelsomina: Which one?

The Fool: Anyone. It is useful.

Gelsomina: What for?

The Fool: For… I don’t know. If I knew I’d be the Almighty, who knows all. When you are born and when you die… Who knows? I don’t know for what this pebble is useful but it must be useful. For if its useless, everything is useless. So are the stars!



White Christmas
Dezembro 27, 2009, 1:43 pm
Filed under: cinema | Etiquetas: , , ,


Play it, Sam
Novembro 2, 2009, 1:40 pm
Filed under: cinema | Etiquetas: ,

Play it once, Sam. For old times’ sake.

1942.  Casablanca. Ingrid Bergman. Humphrey Bogart. Frank Sinatra.

You must remember this
A kiss is just a kiss, a sigh is just a sigh
The fundamental things apply
As time goes by

And when two lovers woo
They still say, “I love you.”
On that you can rely
No matter what the future brings
As time goes by



The Shining
Setembro 30, 2009, 6:33 pm
Filed under: cinema | Etiquetas:

the_shinning-1

Dick Halloran: Some places are like people: some shine and some don’t.

Uma das cenas míticas. Genial.



L’auberge espagnole
Agosto 26, 2009, 3:58 pm
Filed under: cinema | Etiquetas: , ,

affiche_w434_h_q80

Cresceu a vontade de ir em Erasmus e viver uma experiência intercultural, um caldeirão de tradições e nacionalidades e hábitos e línguas e crenças e problemas e sucessos e vivências partilhadas e misturadas.

L’auberge espagnole está recheada de sons espanhóis, músicas animadas, sempre festivas. Mas há ainda outra, dos Radiohead, que brinda de forma melancólica à ausência de vida.

No alarms and no surprises (get me outta here),
no alarms and no surprises (get me outta here),
no alarms and no surprises, please.




virgens suicidas
Agosto 18, 2009, 12:02 am
Filed under: cinema | Etiquetas: , , ,

De Sofia Coppola: tão trágico de tão belo. Ambientes desmaiados, ulmeiros doentes, cinco irmãs que morrem antes de viver. A ânsia pela descoberta sufocada pela religiosidade dos pais. E obsessão.  Uma curiosidade implacável dos rapazes pelas misteriosas London, cabelos loiros presos num quarto, longe dos perigos mundanos (?) e entregues a um fim que se aproxima. A voz pausada e quente do narrador transporta-nos para este bairro certinho, de jardins bem tratados, vemos a vizinhança tranquila e preocupada com o seu status, vivendo de aparências, intriguista. E os desesperos das adolecentes: cinco suicídios.

(Doctor: What are you doing here, honey? You’re not even old enough to know how bad life gets.
Cecilia: Obviously, Doctor, you’ve never been a 13-year-old girl.)

virgin-suicides03

Como escreveu Eurico de Barros, crítico de cinema e jornalista português:

“Sofia Coppola, que também escreveu o argumento, finta «cliché» após «cliché» dos filmes de «angst» juvenil – até mesmo a própria «angst», e filma numa rotação lenta invulgar no género. Aqui não há pais demonizados, adolescentes vitimizados, cenas de sexo gratuitas, uma banda sonora cravejada de «hits» barulhentos do Top Ten da época, nem rebuscadas «explicações» psico-socio-dramáticas para os actos serenamente desesperados das louras Lisbon. Como diz o narrador após tudo se consumar, o que ficou foi a estranha lenda das Lisbon e as peças soltas dos «puzzles» das suas curtas vidas que ninguém conseguiu juntar.
«As Virgens Suicidas» não é uma história feita de acontecimentos concretos e factos objectivos. É um filme sobre os mistérios irracionais da adolescência, sobre o fascínio mudo, parte lúbrico, parte inocente, dos rapazes pelas raparigas, e sobre as respostas destas, indecifráveis e desconcertantes. E toma a forma de um delíquo cinematográfico com cinco jovens personagens tão etéreas que ameaçam subir ao céu a qualquer momento, perante os olhos dos seus admiradores, com uma banda sonora (dos Air) tão vaporosa que às vezes quase a vemos dissolver-se ecrã abaixo, e filmado com as cores berrantes da época, rosas, laranjas e verdes e amarelos, só que deslavadas, como se a película datasse mesmo dos anos 70 e o seu restauro fosse urgente. Até o sol que ilumina as Lisbon por trás, como uma aparição de ninfas num campo, parece estar doente, atacado de anemia, à beira de um desmaio de luz.”

in Cinema 2000

Para ouvir a música que nos perturba e encerra na melodia a tristeza de quem não conseguiu respirar. A leveza é estonteante: Playground Love, dos Air.


virgin-suicides-061