Umumbigo


samba no pé

Em vez do já esperado Quim Barreiros, a Festa da Cerveja (Espinho) trouxe-nos Daniela Mercury na noite de 16 de Agosto. Nunca fui uma fã incondicional, mas os ritmos quentes e animados nestes tempos de Verão sabem bem. Sons de terrakota e energia para dar e vender vinda do palco, um público não muito efusivo (a gente do mar de marés frias não vibra tanto com os dialectos das terras dos trópicos equatoriais, a humidade do ar é diferente , não bebemos tanto suco de goiaba e não temos papagaios coloridos nos copas das árvores, será?). De qualquer maneira, houve amores de Julieta e Romeu, pérolas negras, nobres vagundos: “quando tempo tem p’ra matar essa saudade?” Fomos presenteados com a batida dos “Contentores” dos Xutos e Pontapés em cantares brasileiros, língua portuguesa, note-se, sem entrarmos em debates sobre algumas ânsias de independência linguística ou outras de acordos que nos tiram o “p” de “Egipto”. O que vale ao Pacheco Pereira é que “diz que” o “p” de “abrupto” não é dessas malditas consoantes mudas e resiste, pronunciemos! Amén.

A noite não estava abafada e os corpos não suavam como se deveria exigir destes batuques e  samba no pé. Não há casos de propagação de gripe A entre este aglomerado que veio viver um ar de Brasil, apenas alguns atropelamentos de menor importância e vozes desafinadas que estavam melhor em cantares interiores. Ah, Daniela, também houve Minas com Bahia. É que amanhã não é domingo, menina, mesmo assim ninguém te acorda.